Te vi dançando no
baile
Deslumbrante e
formosa
O rosto da cor da
rosa
E tu sem pensar em
nada
Num ombro a mão
encostada
Na volúpia da
contradança
Enquanto teu corpo
balança
Abre-te em flores
uma estrada
O mundo tem seus caprichos
A dança é nuvem,
evapora
E quando desponta a
aurora
Tu, no mais doce
enlevo,
Nas folhas em que eu
escrevo
Deixo a sentença
gravada
A dança é nuvem, é
fumaça
Que passa
desabalada.
Sem sentir que o
tempo voa
Nesse teu pé já
cansado
Tu, na mais leve
garoa,
Desabas emurchecida
Como a flor que já
sem vida
Tomba, vergando o
galho,
Então procuras
consolo
Nas brancas gotas de
orvalho.
Cirene Fazolo Freire
Fotos: Festa do aniversário de 90 anos da Celina (irmã), novembro 2008.





