domingo, 6 de fevereiro de 2022

DIA 06 DE FEVEREIRO

Vó Cirene foi embora deste mundo antes da chegada da pandemia. Em julho de 2016 foi ela escrever e desenhar em outras dimensões.
Hoje é dia de lembrar seu aniversário, faria 101 anos. Em sua memória, alguns versinhos que guardamos, e uma das muitas flores que ela desenhou.




De manhã quando o sol vem vindo
O mar reflete o sol
A claridade.
Olhando o mar assim tão lindo
Em cada coração reflete 
Uma saudade
(2015)
 
 
Retalhos do meu passado
Sombras de um bem querer
Nuvens que o vento desdobra
É chuva no entardecer.
(2016)
 
Quando a gente era criança,
Cantava na janela para a lua:
Lua, lua, minha madrinha
Me dá um pão de farinha
Que eu te dou uma galinha
Que tá presa na cozinha
(2016) 


sábado, 6 de fevereiro de 2021

CENTENÁRIO DA CIRENE

Em 06 de fevereiro de 1921 nascia, em Alegre-ES, a menina Cirene, filha de Adolpho Fazzolo e Maria Meneghelli.
Cem anos hoje.
Em 2016, aos 95, voou para outros mundos.
Ficaram as memórias. E as flores que gostava de desenhar e colorir.




2007 - Almoço na Barra

2007 - Com Drummond na Cow Parade


2007 - Rolezinho na Praia do Flamengo


2008 - Exposição no CCBB


2008 - Voando para Vitória-ES


2008 - Experimentando novas tecnoloigias





2008 - Jardins Museu da República - Catete

















2008 - Theatro Municipal - O Quebra-Nozes

2008 - Casa de Rui Barbosa - Botafogo


















2010 - Passeando no Parque do Flamengo






2011 - Celebrando 90 anos, com as filhas Teresa Cristina, Jussara, Eliane e Maria Alice

2011 - Com as netas Carolina, Luana e Renata e o neto Bruno

2014 - Com a camisa da Festa dos Meneghelli


Anos 1940 - com o primogênito Antonio Cezar e a filha Maria Alice.










domingo, 12 de julho de 2020

LUA, LUA



Diamantina, MG - julho, 2018

Quando a gente era criança, cantava na janela para a lua:

Lua, lua, minha madrinha
Me dá um pão de farinha
Que eu te dou uma galinha
Que tá presa na cozinha.

Como era bom ser criança!
O tempo leva a criancice, a meninice, 
trazendo a juventude e as decepções, 
às vezes até sofrimento, 
regado a lágrimas.


Cirene Fazolo Freire (maio, 2016)


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2019

VERSOS SOLTOS



Retalhos do meu passado,
Sombras de um bem querer,
Nuvens que o vento desdobra
É chuva no entardecer.



Saudade é flor adormecida
Nos campos da solidão,
É nuvem branca escondida
No fundo do coração



Não quis falar de saudade
Outra história inventei,
Depois eu vi com saudade
Que só de saudade falei.



Cirene Fazolo Freire

quinta-feira, 12 de julho de 2018

O BAILE


Te vi dançando no baile
Deslumbrante e formosa
O rosto da cor da rosa
E tu sem pensar em nada
Num ombro a mão encostada
Na volúpia da contradança
Enquanto teu corpo balança
Abre-te em flores uma estrada

O mundo tem seus caprichos
A dança é nuvem, evapora
E quando desponta a aurora
Tu, no mais doce enlevo,
Nas folhas em que eu escrevo
Deixo a sentença gravada
A dança é nuvem, é fumaça
Que passa desabalada.

Sem sentir que o tempo voa
Nesse teu pé já cansado
Tu, na mais leve garoa,
Desabas emurchecida
Como a flor que já sem vida
Tomba, vergando o galho,
Então procuras consolo
Nas brancas gotas de orvalho.

Cirene Fazolo Freire




Fotos: Festa do aniversário de 90 anos da Celina (irmã), novembro 2008.